terça-feira, 29 de junho de 2010

Memorando 3

No dia 24 de Fevereiro de 2010, das 17 às 19 horas, realizou-se a terceira sessão de acompanhamento na Escola Secundária da Ribeira Grande.
Em primeiro lugar, o professor replicador informou o grupo dos emails enviados pelo coordenador da equipa de formadores, professor José Carlos Pereira, sobre a decisão do Ministério da Educação de adiar a entrada em vigor do novo Programa de Português para o Ensino Básico.
Nesta sessão, foram transmitidas, em suporte powerpoint e de acordo com os materiais da terceira sessão de formação, informações relativas ao conceito de leitura, tendo sempre presente o preconizado no novo Programa de Português, designadamente a pré-leitura, a leitura e a pós-leitura. De seguida, viram-se os aspectos apreciados no Novo Programa de Português e que estão considerados nos Resultados Esperados, a saber: resultados PISA 2001; valorização de vários tipos de texto; desenvolvimento de aprendizagens significativas e desafiadoras; interacção das fases processuais da leitura; relação do texto com o leitor e com o contexto; conciliação da competência leitura com a vontade; atenção ao papel da motivação, da memória e da dimensão individual e social da leitura; valorização do papel do professor no desenvolvimento de actividades de aquisição de estratégia para a compreensão dos textos, exploração de diferentes tipos textuais, abordagens de contacto com os textos, implicação dos alunos.
De seguida, abordou-se a Educação Literária – o lugar dos textos literários, PNL, PRL e Corpus Textual –, tendo-se apresentado os objectivos da leitura literária, a saber: formar uma cultura literária; fruir a dimensão estética do texto literário; capitalizar a experiência humana presente na obra literária; reconstruir, no acto da recepção, a significação do texto literário; contextualizar a linguagem literária em função de marcos temporais e culturais; apreciar criticamente um texto literário; conhecer autores representativos da literatura portuguesa e da literatura universal; tomar consciência das especificidades dos diferentes modos de literatura – lírico, narrativo e dramático; aceder às mundividências e mundivivências proporcionadas pelo texto literário. Depois, viram-se os contextos promotores de leitura e abordou-se a sala de aula enquanto contexto de leitura, designadamente dar sentido à aprendizagem da leitura, diferentes formas de ler e de aceder à leitura, mediação e promoção da leitura, o papel da biblioteca escolar na formação de leitores.
Relativamente às sequências didácticas, o professor replicador apresentou a proposta de um roteiro de sequência didáctica da terceira sessão de formação, bem como a sequência didáctica que elaborou em trabalho de grupo na referida sessão de formação.
Depois, deu-se conhecimento ao grupo do guião de implementação do programa (GIP) da Leitura, chamando-se a atenção dos docentes para a divisão do GIP, mormente os temas com exemplos de actividades. Deu-se, ainda, conhecimento ao grupo da actividade escolhida pelo docente replicador para ser testada numa turma do 7º ano, bem como da matriz de apreciação das actividades dos GIP testadas.

Memorando 2

No dia 21 de Janeiro de 2010, das 17 às 19 horas, realizou-se a segunda sessão de acompanhamento na Escola Secundária da Ribeira Grande.
Em primeiro lugar, o professor replicador informou o grupo da segunda reunião que teve com a vice-presidente do Conselho Executivo, Dra. Ana César, para lhe dar conta do andamento da formação e calendarizarem as sessões de replicação para o segundo período.
Antes da presente reunião, todos os docentes tiveram acesso aos materiais trabalhados na acção de formação, pois foi disponibilizada na intranet, na página do Departamento, uma pasta com os referidos materiais.
Ao abrir a reunião, relembraram-se os três pontos fundamentais a tratar até ao final do ano lectivo com os colegas:
1. Conhecer e dar a conhecer o programa aos colegas;
2. Fazer e treinar com os colegas exercícios de anualização;
3. Produção de materiais e exploração dos guiões.
Nesta sessão, foram transmitidas, em suporte powerpoint e de acordo com os materiais da segunda sessão de formação, informações relativas ao conceito de escrita, tendo sempre presente o preconizado no novo Programa de Português, designadamente o planeamento, textualização, revisão, correcção e reformulação do texto.
De seguida, abordou-se a Oficina de Escrita enquanto prática integrada das várias competências, a saber: compreensão/expressão oral; escrita; leitura; conhecimento explícito da língua. Alertou-se, também, para a importância da avaliação na oficina de escrita, devendo ser tido em conta o processo e o produto.
Relativamente ao Conhecimento Explícito da Língua, referiram-se as linhas de operacionalização e os métodos a adoptar, realçando-se a aprendizagem pela descoberta (laboratório gramatical). Assim, deve-se ter em conta a planificação, a observação e descrição de dados, o treino e a avaliação.
Depois, deu-se conhecimento ao grupo do guião de implementação do programa (GIP) do conhecimento explícito da língua, chamando-se a atenção dos docentes para a divisão do GIP, mormente os temas principais, com exemplos de actividades, e para a lista de verificação a seguir ao preparar uma actividade.
Quanto à anualização, discutiu-se o conceito e apresentaram-se exemplos de anualizações, nomeadamente os criados nas sessões de formação.
Por fim, criaram-se grupos de trabalho para se realizarem exercícios de anualização, englobando várias competências.

Balanço das sessões de acompanhamento na escola - Memorando 1

No dia 7 de Dezembro de 2009, das 17 às 19 horas, realizou-se a primeira sessão de acompanhamento na Escola Secundária da Ribeira Grande.
Em primeiro lugar, o grupo foi informado da reunião que o professor replicador teve com a vice-presidente do Conselho Executivo, Dra. Ana César, para lhe dar conta do andamento da formação e calendarizarem as sessões de replicação. Destas reuniões de replicação, decidiu-se que se elaboraria um memorando.
Antes da presente reunião, todos os docentes tiveram acesso a uma cópia do Novo Programa, enviada pela intranet. Foi, também, disponibilizada uma cópia em suporte de papel que se encontra na reprografia da escola.
Nesta sessão, fez-se a apresentação do Novo Programa, enquadramento, fundamentos e conceitos-chave. Estas informações foram transmitidas em suporte powerpoint e de acordo com os materiais da primeira sessão de formação frequentada pelo docente replicador.
Fez-se, ainda, por ciclo, uma abordagem das competências específicas implicadas nas actividades linguísticas que se processam no modo oral: a compreensão do oral e a expressão oral. Referiu-se, também, que se deve ter em conta um princípio que subjaz estes programas: o princípio da progressão, inerente a cada ciclo e representado nos sucessivos estádios de aprendizagem que a passagem de ciclo para ciclo evidencia.
Por fim, refira-se que os colegas não colocaram muitas questões, porque a maior parte ainda não tinha contactado com o Novo Programa, uma vez que estávamos no final do período e havia outras prioridades. No entanto, manifestaram vontade, interesse, empenho e disponibilidade para trabalharem com o Novo Programa, quer individualmente, quer em grupo.

Reflexão sobre o 4º módulo (27 e 28 de Maio de 2010)

Gostei não só de ver o vídeo de António Lobo Antunes sobre as dificuldades da escrita, a propósito do livro O Meu Nome é Legião, como também do diálogo que se lhe seguiu.
Apreciei as informações relativas ao conceito de escrita e tive oportunidade de trabalhar em grupo uma actividade do guião de implementação do programa (GIP) da Escrita, mormente a actividade “1.3. Escrever para dar opiniões”; “1.3.1. Proposta de actividades para o 1º ciclo” (pp. 115-120).
De seguida, trabalhei em grupo a sequência didáctica intitulada “Alerta amarelo”, tendo registado as opiniões sobre a mesma na “Matriz de Apreciação de uma Sequência Didáctica”.
Relativamente à reconceptualização e reescrita das sequências didácticas produzidas no módulo anterior, apresentei as alterações introduzidas à referida sequência didáctica pelo meu grupo de trabalho durante a sessão de formação.
Quanto à anualização, retenho as informações que recebi durante o este módulo de formação, a saber: uma vez que as metas de aprendizagem não estão definidas para cada ano, não se pode anualizar. Por isso, temos de esperar novas indicações.
Deste módulo, retenho, sobretudo, o pouco tempo dispendido com o terceiro ciclo, quase nenhum. Bem sei que os colegas do primeiro ciclo têm um trabalho muito mais complicado do que os restantes porque ao Português acresce a Matemática e o Estudo do Meio. Talvez, por isso, se justifique a divisão da formação por ciclos. Podem argumentar que o programa abarca os três ciclos e que a formação deve ser conjunta, mas a verdade é que nas escolas secundárias nada se altera com o novo programa: continuamos a depender das informações que constam do processo do aluno sobre, por exemplo, conteúdos leccionados ou cumprimento de programas.
Considero que deveria haver, nestas sessões de formação, um formador com experiência de ensino no 3º ciclo, pois facilitava, a meu ver, a troca de experiências sobre este ciclo. Vem isto a propósito de uma discussão que se gerou em relação a Os Lusíadas e ao facto de haver ou não turmas de nível. Podemos discordar delas, mas que estão na lei, lá isso é verdade!
Um reparo para uma expressão da formadora desta sessão e com a qual não concordo. Referiu a formadora, por 3 ou 4 vezes, que quando “os alunos não aprendem é porque o professor não ensina”. Assim, não vamos lá… pelo menos, existem comprovados factores que influenciam a aprendizagem, por exemplo, factores intrínsecos, extrínsecos, sociais, familiares…
Por último, quero registar que preenchemos uma ficha de avaliação da formação, mas não se fez nem a auto nem a heteroavaliação das sessões presenciais da formação.

Ribeira Grande, 2 de Junho de 2010

Reflexão sobre o 3º módulo (11 e 12 de Fevereiro de 2010)

Comecemos esta reflexão pelo fins… O professor José Carlos Pereira informou-me, via correio electrónico, sobre a decisão do Ministério da Educação de adiar a entrada em vigor do novo Programa de Português para o Ensino Básico. Esta decisão do Ministério da Educação vem dar uma machadada em toda a formação, pois fará com que as replicações nas escolas percam o empenhamento dos colegas, por duas razões: em primeiro lugar, porque estão cheios de trabalho e, com este adiamento, há outras prioridades para além do programa; em segundo, porque vai criar uma desconfiança em relação à verdadeira data de implementação do NPPEB.
“Mudança das regras do jogo a meio do campeonato”, eis um bom exemplo do que não se deve fazer. No primeiro módulo, foi-nos dada uma fotocópia com a avaliação do trabalho desenvolvido e respectiva ponderação (veja-se a reflexão sobre o primeiro módulo). A mais de meio da formação anual, fim do módulo III, ficámos a saber que as regras se tinham alterado e que a avaliação dos portefólios seria diferente. Apenas por respeito pelos meus colegas da escola e também pela minha Escola é que não abandonei a formação. Isto é o país no seu melhor… por isso é que anda para trás… Vamos aos novos parâmetros, pois alguns são autênticas pérolas:
- reflexão sobre as práticas, de quê? Do novo programa que não está em vigor ou do antigo que não está a ser trabalhado?
- planificações produzidas!!! De quê? Para quando?
- estratégias ou actividades desenvolvidas, com quem? Do programa novo ou do velho?
- anualização, a que fizemos em grupo? As reflexões do grupo de trabalho já estão prontas? Se não, porque não? Por ser difícil, confuso, fácil?
- uso das TIC, ainda existem na região?
- relação com o PRL, já está em vigor? Se não, relacionar o quê e para quê?
- enfim…
- e, já agora, onde colocamos o nosso trabalho diário desenvolvido com os nossos alunos na escola?
Não foi isto que me disseram que seria este Curso de Formação…
Nesta sessão, foram transmitidas informações muito importantes relativas ao conceito de leitura. De seguida, viram-se os aspectos apreciados no Novo Programa de Português e que estão considerados nos Resultados Esperados. Depois, abordou-se a Educação Literária – o lugar dos textos literários, PNL, PRL e Corpus Textual –, tendo-se apresentado os objectivos da leitura literária. Por fim, viram-se os contextos promotores de leitura e abordou-se a sala de aula enquanto contexto de leitura.
Relativamente à sequência didáctica, em grupo, elaborei e apresentei a planificação de uma sequência de aprendizagem.

Ribeira Grande, 23 de Fevereiro de 2010

Reflexão sobre o 2º módulo (12 e 13 de Novembro de 2009)

Em primeiro lugar, devo referir que estive ausente da formação durante a manhã do dia 12 de Novembro, ausência devidamente justificada pelo Conselho Executivo da minha escola e declaração entregue por mim aos formadores responsáveis pela implementação do NPPEB.
Nesta sessão, foram transmitidas informações relativas ao conceito de escrita. O que mais me marcou neste conceito de escrita foi o modo como aparece definido no NPPEB, mormente o preconizado em relação ao planeamento, à textualização, à revisão, à correcção e à reformulação do texto. Acredito que se a escrita for abordada desta forma, os nossos alunos alcançarão melhores resultados.
De seguida, abordou-se a oficina de escrita enquanto prática integrada das várias competências. Mais uma vez me parece de grande importância o preconizado no NPPEB, designadamente o alertar para a importância do processo e do produto na avaliação da oficina de escrita.
Do Conhecimento Explícito da Língua, retive como importante para a minha prática lectiva o laboratório gramatical que realça a aprendizagem pela descoberta.
Em relação ao guião de implementação do programa (GIP) do conhecimento explícito da língua, devo referir que me surpreendeu a sua divisão, nomeadamente os temas principais (expressão de tempo, funções sintácticas, registos de língua), com exemplos de actividades, e a lista de verificação a seguir ao preparar uma actividade.
Quanto à anualização, discutiu-se o conceito, elaboraram-se em grupo exemplos de anualizações e apresentaram-se às turmas. De tudo o que até aqui se fez, parece-me que a anualização esta a ser a mais difícil de executar. Desde logo, como partir para a anualização: com o descritor de desempenho para determinada competência? Partindo do princípio da progressão ou do grau de complexidade do que se vai dar? Segundo os formadores, este conceito de anualização está a ser reflectido a nível nacional e foi criada uma equipa para elaborar exemplos de anualização. Oxalá venham a tempo!

Ribeira Grande, 15 de Novembro de 2009

Reflexão sobre o 1º módulo (1 e 2 de Outubro de 2009)

Depois de aberta a sessão pela representante da DREF, fez-se a apresentação do novo Programa de Português para o Ensino Básico, enquadramento, contextualização, fundamentos e conceitos-chave. Posteriormente, em grupo, fez-se a análise do programa com base num guião de leitura.
Fez-se, ainda, por ciclo e em grupo, uma abordagem das competências específicas implicadas nas actividades linguísticas que se processam no modo oral: a compreensão do oral e a expressão oral. Referiu-se, também, que se deve ter em conta um princípio que subjaz estes programas: o princípio da progressão, inerente a cada ciclo e representado nos sucessivos estádios de aprendizagem que a passagem de ciclo para ciclo evidencia.
Na minha opinião, desta primeira sessão de formação, importa reter as potencialidades do novo Programa de Português para o Ensino Básico, a saber:
- a valorização dada à competência de oralidade (expressão e compreensão do oral);
- a defesa do princípio da progressão e da articulação entre ciclos;
- a ênfase dada à questão da transversalidade da Língua Portuguesa;
- a valorização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC);
- a valorização da oficina da escrita;
- a referência a indicações precisas em relação ao Corpus Textual.
Nesta sessão, abordámos, também, a questão do portefólio (como organizar o portefólio desta formação) bem como nos foi entregue uma fotocópia com os itens e percentagens da “Avaliação do Trabalho Desenvolvido”. De acordo com este documento, a avaliação está cotada para 10 pontos e dividida em duas: participação nas sessões e respectivos parâmetros, 5 pontos; trabalho de aplicação dos conteúdos e respectivos parâmetros, 5 pontos.
Neste módulo, referiu-se, ainda, que o acompanhamento nas escolas será feito pelos professores replicadores, a marcar pelos Conselhos Executivos, nos dias definidos para o efeito.
Por fim, tomámos o primeiro conhecimento com a plataforma Moodle, a companheira dos próximos meses, e ficámos a saber que dentro em breve teríamos à nossa espera o teste Formonline.
Parece-me que vamos ter pela frente um ano muito trabalhoso e cansativo, ainda que imprevisível e aliciante!

Ribeira Grande, 4 de Outubro de 2009